2007

Terminada a competição norte-americana no dia 7 de Maio, a Keep Flying tinha pela frente o IX SAE Aerodesign Brasil. O desafio seria grande, já que até o momento todos os esforços da equipe haviam sido direcionados para o SAE Aerodesign East. O tempo era curto, mas a vontade de desenvolver um projeto competitivo era ainda maior.

Em cerca de dois meses o relatório técnico deveria ser entregue e o projeto ainda estava no zero! Não fosse o recurso do Modelo de Síntese, não seria possível elaborar o relatório dentro do prazo.

Para o novo avião, a equipe decidiu testar dispositivos e configurações aerodinâmicas pela primeira vez. Primeiramente, optou-se por utilizar flaps. O segundo dispositivo era o winglet. A ideia de usá-lo veio de contatos feitos com as equipes da competição internacional. Por último, devido à restrição de altura do hangar, usou-se a configuração de cauda em \\\"U\\\", o que também aumenta a eficiência do estabilizador horizontal.

Um protótipo foi desenvolvido a fim de coletar dados de voo para o relatório, mas infelizmente foi uma decolagem sem pouso. No entanto, o prazo foi cumprido e pela primeira vez, a Keep Flying não recebeu punições por atraso no envio de relatório. Após isto, a meta era conseguir enviar para os juízes da SAE um vídeo de voo bem sucedido para bonificação. Mais uma vez, as dificuldades foram contornadas e o vídeo pôde ser feito.

Vários voos-teste foram realizados. No primeiro dia da competição, a apresentação oral foi muito elogiada, principalmente o método computacional utilizado. A grande surpresa foi na divulgação da nota de relatório. Pela primeira vez, a Keep Flying ficou entre as dez melhores avaliações técnicas!

A grande decepção veio na competição de voo, onde a equipe conseguiu validar apenas uma tentativa, com uma massa considerável 9,95kg. Foi o suficiente para conquistar a 9ª colocação, mas ficou abaixo do esperado por todos envolvidos no projeto.