2008

A competição de 2008 foi marcada pelo aprendizado e aperfeiçoamento das experiências da competição anterior, na qual diversas inovações foram implementadas como a utilização de flaps móveis, projeto com auxílio de algoritmo genético, longarina inteira confeccionada em fibra de carbono, cauda em U e utilização de winglets. Através dos erros e acertos foi possível ponderar os rumos do projeto de 2008. As regras mudaram bastante, tornando a escolha das dimensões mais difícil, permitindo aeronaves maiores e o novo desafio da escolha do setor de decolagem, entre outras novidades.

O projeto se iniciou com um rigoroso cronograma e a definição de um projeto conceitual mais conservador do que o anterior, que teve como principais inovações a utilização benéfica do efeito solo através de uma configuração de asa baixa e posicionamento do trem de pouso na longarina, o que possibilitou uma conexão única entre trem de pouso, longarina e tubos de cauda, reduzindo sensivelmente o peso estrutural.

Optou-se pelo setor de 30,5m para a decolagem já que as análises com auxílio do algoritmo genético mostraram que era o setor mais vantajoso. Ao longo do desenvolvimento do projeto ainda foram implementadas soluções como longarina com posicionamento favorável à redução da deformação torcional, cauda em H e desenvolvimento de carenagem da fuselagem para redução do arrasto e interferências com a cauda.

A competição de projeto foi novamente uma vitória para equipe que atingiu o inédito 5º lugar de relatório. Já a competição de vôo foi uma das mais disputadas da competição, com direito a última bateria entre as cinco melhores colocadas. Foi a competição em que a equipe pôde realizar o maior número de vôos com sucesso.

No seu melhor vôo, a aeronave "Frango Nuzói" levantou 11,365kg de carga útil no primeiro setor, com apenas 3,3kg de peso estrutural. Com placar bastante apertado foi possível alcançar o segundo lugar geral na classe regular, apenas 1,6 pontos à frente da equipe 100 Limites do ITA e 6,6 pontos atrás da Uai Sô Fly da UFMG, garantindo novamente a participação da equipe na competição americana no ano seguinte, onde vôos ainda mais altos seriam alcançados.