2011

O ano de 2011 foi de mudanças para a Keep Flying, muitos integrantes já no fim da faculdade saíram da equipe, sendo composta por pessoas sem muita experiência com o projeto. Além disso, o regulamento trouxe novas dificuldades, como a diminuição do comprimento de pista pra 50m e a necessidade de um compartimento de carga muito grande.

Apesar das dificuldades, a equipe tinha a ideia de dar continuidade ao trabalho anterior, projetar uma asa voadora capaz de carregar uma carga útil perto do limite imposto, e pela segunda vez seguida, projetar uma aeronave sem cauda que conseguisse voar na competição.

Foi feita, então, uma análise para estimar se seria possível chegar numa carga total próxima dos 20 kg, mesmo com as novas restrições do regulamento, e o resultado positivo iniciou o projeto da segunda asa voadora da equipe, o pinguim!

O algoritmo genético foi atualizado e melhorado, dando ênfase no cálculo de estabilidade, e um algoritmo de robustez foi criado para verificar a confiabilidade dos aviões otimizados, tudo para aumentar a segurança do projeto, já que a configuração de asa voadora é conhecida por seu alto risco.

Foram construídos 10 protótipos ao longo do ano, nos primeiros voos tiveram alguns problemas que ocasionaram a queda das aeronaves, esperado para um projeto arriscado, mas, concertados os problemas, completou 3 voos seguidos no mesmo dia, sendo o último com uma carga total de 18,5 kg.

Na competição a equipe ficou com o 8º lugar geral, completando um voo com um carga útil de 11,865 kg. O resultado não era o esperado pela equipe, já que o avião havia completado um voo melhor antes da competição, mas o calor atrapalhou a decolagem da aeronave com uma carga muito alta. Apesar disso, a Keep Flying com novos integrantes conseguiu resultados importantes, como o 4º lugar de relatório, o 2º lugar na apresentação oral e, o mais importante, dar continuidade a equipe que figura entre as principais há 7 anos.